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21/01/2004 13:02
Influências parte III
No começo da adolescência eu era um jovem roqueiro, meio punk, meio surf, meio gótico. Ou seja, ouvia de tudo o que meu irmão trazia para casa. Mas, e as baladas românticas? Não... nada de romântico. O máximo de romantismo eram algumas letras da Legião, mas mesmo assim era diferente. Eu comecei a gostar de baladas numa viagem de ônibus entre São Paulo e Porto Alegre.
Lá estávamos eu, meu vô Joaquim e minha irmã mais nova naquele ônibus da Penha, voltando do período de férias em São Paulo. O ônibus estava semi-vazio e eu estava sozinho em duas poltronas. Quando paramos em Registro, uma menina subiu e sentou ao meu lado. O nome dela era Bia, e ela era linda. Começamos a conversar e não paramos mais. Acho que fomos até umas duas da manhã papeando, enquanto o resto do ônibus tentava dormir. Começamos a falar do Hollywood Rock e da apresentação da banda Extreme. Comentei que tinha achado legal a versão deles para Love of my life, do Queen. Ela disse que preferiu ouvir More than words (o único grande sucesso da banda), e começou a cantar a música para mim. Me apaixonei na hora, por ela e pela música. Infelizmente, o telefone que ela me deu devia estar errado e nunca mais consegui ter notícias da menina. Mas a primeira coisa que fiz quando cheguei em São Leopoldo foi correr pra loja e comprar o disco Pornografitti, do Extreme, que tinha a dita música. Eu passava horas escutando a mesma faixa na vitrola Semp Toshiba. O disco, que foi o primeiro que comprei na minha vida, aliás, deve ter ficado gasto, mas até hoje está guardadinho aqui em casa. E foi assim que eu comecei a me interessar por baladas românticas. Amanhã tem a quarta parte da série sobre minhas influências musicais.
enviada por Pipos
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