Pipos Place

02/03/2005 11:57

MOMENTOS DE DESCONTRAÇÃO


Um Alexandre que só as pessoas mais próximas conheciam, irreverente...


enviada por Pipos



02/03/2005 11:52

AMIGOS DA RÁDIO GAÚCHA


Essa foto o Alexandre tinha em um porta retrato no seu quarto. Até hoje ela está lá, pois sabemos quão especiais são esses AMIGOS.


enviada por Pipos



02/03/2005 11:37

UM ANO DE SAUDADES


enviada por Pipos



01/11/2004 21:36

Nova Atualização

Estamos selecionando novas fotos para mais uma atualização. Pedimos desculpas pela demora.

enviada por Pipos



11/09/2004 10:56

Data Especial

Hoje o Alexandre está fazendo 29 anos. Nada melhor do que começarmos com uma foto dele criança. Nessa foto, uma das que ele mais gosta, ele estava usando o chapéu e a bengala do Padre da Paróquia de Riacho Grande, onde ele passou os primeiros 7 anos de sua vida.


enviada por Pipos



23/06/2004 23:12
Atualização

Amigos, desde que o Pipos nos deixou, temos pensado em alguma maneira de mantermos esse espaço atualizado para que suas idéias não se apaguem com o tempo. Por outro lado, achamos que este é um lugar especial, e que, não temos o direito de expressarmos nossas idéias aqui. A maneira encontrada então é de, uma vez por mês, inserirmos uma foto do nosso querido PIPOS,e quem sabe postarmos pequenos trechos de mensagens ou manuscritos deixados por ele.
Também foi criado por seus AMIGOS o espaço intitulado de - AMIGOS DO LACE - - www.amigosdolace.blogspot.com
Sou o irmão do Alexandre, e em nome de sua família, gostaria de agradecer todo o apoio que foi dado ao Alexandre durante o tempo em que esteve doente, vocês fizeram esse período menos difícil para ele e para todos nós.
Muito Obrigado
enviada por Pipos



15/03/2004 17:28
Pipoca de manteiga com muito sal


Muita gente pergunta porque o blog do Lace se chama Pipos Place. Perguntam também se Lace é apelido. Os váááários amigos que ele conquistou na blogsfera nos últimos meses perguntam todos os dias, em coro, por onde anda o magnífico autor desses textos lindos que vocês podem ver aí embaixo. Vamos às respostas.


Lace não é apelido, é sobrenome (de origem italiana): Alexandre Gomes Moraes Lace. Porém independente da origem do sobrenome, o sonho dele é visitar a Espanha, conhecer os lugares por onde passaram os seus antepassados, comer as mesmas comidas, tomar as mesmas bebidas. Os amigos se acostumaram a chamá-lo só de Lace, e tem gente que até hoje não sabe o primeiro nome dele. Sabem aqueles casos em que o sobrenome vira nome? O Lace faz parte deles.


Pipos vem de "Pipoca", segundo ele me explicou um dia. Amigos do colégio teriam colocado o apelido, que acabou pegando. Como apelido pressupõe coisa pequena, o "Pipoca" não demorou a virar "Pipos". O Pipos Place, então, é o canto do Pipos, o lugar onde ele se sente mais à vontade.


O Lace-Pipos é jornalista e tem 28 anos. O dom de escrever deve ser de nascença, porque nem cem anos de faculdade de Jornalismo são capazes de fazer texto ruim ficar bom. Ele sempre teve o dom de redigir bem, com clareza. Sorte minha, que muitas vezes o puxei para ser meu parceiro em trabalhos de dupla na faculdade. Atrás das palavras bem colocadas está um vozeirão de dar inveja. Os colegas aqui da Rádio Gaúcha, onde ele trabalha há quatro anos, dizem sempre que ele pode facilmente desbancar os locutores mais antigos. Mas ele nunca gostou disso. O negócio dele é escrever (e se der para ter uma coluna na VIP, melhor ainda).


A bochecha vermelha é o cartão de visitas do Lace. Ela é naturalmente vermelha, mas para passar a super-vermelha é um pulo. Ele tem opiniões fortes, mas coloca todas elas de uma maneira tão tranqüila e engenhosa que é impossível não concordar. Por esse jeito de falar calmo, de ser astuto, doce, gentil, poderia parecer uma pipoca daquelas cheias de manteiga. Mas só isso não serviria pra completar a a descrição do nosso Lace: falta colocar muito sal, pra representar a eficiência, o pensamento politizado, a inteligência, a força e a coragem. No fim, a receita da vida dele mistura as duas coisas, numa composição que parece ter sido minuciosamente testada para fazer o melhor amigo que muitos vão ter na vida.


Nosso amigo Pipos tem paixão pelos amigos e pela família. Fala dos irmãos de maneira como se estivesse pegando cada um no colo naquele momento e fazendo um carinho na cabeça. Da mãe e das sobrinhas, além da parentada de São Paulo, nem se fala. O olho brilha e a boca começa a falar até que alguém peça trégua. Os amigos não têm reclamações, apenas elogios. Ele é mil utilidades: ouve, dá conselho, briga, retruca, apóia. É o amigo perfeito, o genro perfeito, o filho perfeito, o melhor dos irmãos.


Esse é o Pipos...

...que passou os últimos anos lutando para vencer a leucemia. Descobriu a doença quando foi tratar de um outro problema de saúde, que ele julgava não ser tão importante. Nunca vai dar para contar, explicar, descrever a maneira como ele reagiu a tudo. Ele sempre mostrou tanta confiança, tanta certeza de que ficaria bem, que todo mundo, até mesmo o mais incrédulo dos médicos, embarcou nessa. No ano passado ele fez um auto-transplante, com células dele mesmo. Esse procedimento garantiu que ele deixasse o hospital e retomasse a vida de sempre. Os planos para o futuro voltaram, o cinema, a comida, as festas, o convívio com os amigos de sempre. O tão sonhado retorno ao trabalho estava marcado para março.


Como todo mundo sabe, a doença voltou no mesmo março que deveria ser o mês mais feliz da vida do Lace depois de alguns anos complicados. E voltou com força, traiçoeira. As tentativas de conseguir um doador de medula ficaram cada vez mais difíceis, tanto pelos problemas de saúde como também pela estúpida burocracia brasileira, que não poupa nem ao menos o nosso sistema de saúde. O Pipos no finzinho da terça-feira, dia 02 de março, quase na quarta nos deixou ...


De tudo o que foi dito desde que tudo aconteceu, fico com uma frase da dona Ivone, mãe do Lace e uma das pessoas mais doces do mundo: "agora ele está bem, não sente mais dor; a gente chora por saudade, por saber que não conviver com ele todo dia vai fazer muita falta, mas mesmo assim, a gente tem que saber que ele está melhor".


O Pipos tem milhões de amigos, que vai levar pela vida afora, seja esta, seja outra vida, seja o que for. Prefiro não falar dele no passado porque sei que quem o conhece o sente do lado, presente todos os dias. Em nome dos familiares, amigos e amigas dele, reforço o pedido para que quem conheceu o Pipos Place e se apaixonou pelos textos e pelas idéias, que continue a campanha para ampliar as campanhas de doação de medula. Quem já doou não pode esquecer que pode ser chamado a qualquer momento para ajudar outras pessoas e dar muito orgulho ao Pipos.


Dizem que quando uma alguém morre as pessoas esquecem dos defeitos que tinha enquanto viva. Do fundo do meu coração, isso não é verdade. Deve ser por isso que a morte dele foi mais profundamente sentida por todos. Mesmo assim, sentimos ele conosco e o amamos tanto que não vemos a mínima possibilidade de considerá-lo alguém fora de nossas relações.


Gabi (a Penelope)


enviada por Pipos



05/02/2004 14:39
Como Ajudar


Já que minha amada amiga Cáren lançou a campanha e a Roxy encapou, aqui vão mais detalhes sobre a doação de medula óssea. Em Porto Alegre, o teste pode ser feito no hemocentro na Secretaria da Saúde, com marcação do exame pelos fones (51) 3217.1616 ou (51) 3219.1900, ou no Hospital Dom Vicente Scherer, no fone (51) 3214.8670 (de 2ª a 6ª das 8:00 às 16:30hs). Vale lembrar que será retirada uma pequena quantidade de sangue, que será analisada geneticamente e enviada para o Banco Nacional de Doadores de medula. Ou seja, você não vai doar a medula já. Você só vai doar se por acaso aparecer alguém compatível com você, o que pode ser amanhã, em um mês ou em dez anos. A retirada da medula também não traz nenhum risco ao doador, além do órgão se recuperar totalmente em menos de duas semanas. Para quem não mora em Porto Alegre, o site da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, www.leucemia.org.br, informa outros locais onde o exame pode ser feito, bem como traz informações sobre a doença e outras formas de ajudar.


Em tempo: A Veri, namorada do João, está no mesmo hospital que eu, o Moinhos de Vento, e está sendo atendida pela mesma equipe de médicos que eu. E ela está ótima. Um grande abraço a todos amigos da blogosfera.


enviada por Pipos



05/02/2004 14:26
Resposta


Infelizmente, como já disse, fica difícil responder cada post pessoalmente, mas prometo que farei questão de responder cada comment e cada email quando voltar.


enviada por Pipos



05/02/2004 14:23
Thanks


Antes de mais nada, tenho que agradecer à minha irmã Aline (a minha pequeninha) (Comentário pessoal 1: pra quem não sabe, eu tenho apenas 24 anos hehehehehe, e ele ainda me chama de pequeninha!!!) por ela estar postando e por ela ficar me trazendo os comments e os emails. Ela é a melhor irmã do mundo, com certeza (Cometário pessoal 2: muito obrigado pelos elogios !!!!). Quero agradecer também a todos vocês, amigos do Pipos Place, pela força e pelo carinho.


Fora isso, não tenho muitas novidades. Vida de hospital é um marasmo. Mas estou aproveitando para ler, né? Finalmente terminei O Silmarillion, do talkien, e já comecei a ler O Arqueiro, primeira parte da triologia A Busca do graal, do Bernard Cornwell. Silmarillion é fabuloso, mas requer muita atenção e acho que só quem é muito fã do Tolkien não desiste no meio. Já os livros do Cornwell, sem comentários, né? Ele é o rei das ficções históricas. Agora que li o Alta fidelidade, pretendo ler os outros do Nick Hornby também.


enviada por Pipos



31/01/2004 12:01
Esclarecimento


Amigos do Pipos Place. Quem está digitando e postando essa mensagem é minha irmã mais nova, Aline. E é engraçado, porque esta é a primeira vez que faço um post a mão (salvo, lógico, as vezes em que me lembrei de algo interessante no meio da rua e tive que anotar no primeiro papelzinho que encontrava).


Enfim... hoje a Aline me fez o favorzão de trazer os emails e comments recebidos na última semana e, portanto, resolvi escrever para não deixá-los tão, assim, no vácuo.


O que aconteceu foi o seguinte: voltei de São Paulo e fiz alguns exames de rotina que mostraram que a minha Leucemia tinha retornado (talvez por isso eu não tenha conseguido aproveitar a filme “21 Gramas” – hehehe). Então, na sexta, 23, internei novamente pra refazer o tratamento. Vale dizer que já passei pelo primeiro ciclo de químio e que ele não fez nem consquinha (ou seja, sem enjôos e outros tipos de mal-estar). O chato é que a recuperação é meio lenta e devo ficar no hospital por umas três semanas. Mas estou bem, acima de tudo, sem falar que as enfermeiras me adoram e me enchem de paparicos. O único porém é que do meu quarto vejo a sala de informática dos pacientes, mas não posso ir até lá, pois ainda estou em isolamento (I HATE THAT WORD !!!)


Pra terminar, quero dizer que estou morrendo de saudades da Blogosfera e que não vejo a hora de retornar ao convívio de amigos tão queridos como os que encontrei; aqui nesse mundinho virtual.


Se quiserem, podem continuar colocando comments aqui ou enviando emails para lace.sle@terra.com.br que a Aline me repassa. Só não vou poder respondê-los, lógico, mas vou ficar muito feliz em lê-los.


Um grande abraço, com muita saudade.

enviada por Pipos



23/01/2004 11:44
Interrompemos nossas transmissões

Amigos do Pipos Place. Por motivos de força maior, vou ter que abandonar o Pipos Place por algum tempo. Acredito que seja por um curto período, de uns 30 dias. Mas vou deixar minha irmã mais nova, Aline, instruída para me repassar os comments que vocês deixarem aqui na minha “casinha” virtual. Se quiserem, podem mandar e-mails também para o endereço lace.sle@terra.com.br, que minha irmã também se encarregará de me repassar. Um grande abraço e até a volta.

enviada por Pipos



22/01/2004 22:16
Influências – parte V

Eu ia colocar esse post no ar só amanhã, mas como amanhã tem cara de que vai ser um dia meio atribulado, vai hoje. E assim termina a "série" Influências.

Final da faculdade, eu já contratado na rádio, com uma cultura sonora formada, até que a Penelope veio trabalhar comigo. A Penelope é pop, por assim dizer. Acho que ela deve ter tido fases de axé, pagode, reggae e rock, mas acho que hoje ela é pop. E ela encasquetou que ia me iniciar nesse mundo pop. E graças a ela, comecei a ouvir coisas como Lauryn Hill, Macy Gray, Lenny Kravitz, Dido, Skank, Goo Goo Dolls, Coldplay, Aerosmith e coisas do gênero. E o pior foi que eu gostei. E comecei a cavocar esse tipo de som também. E comecei a fazer coletâneas com o melhor do pop dos anos 80, 90 e assim por diante. Sabe aquelas coletâneas com "Lovefool", com The Cardigans, "Bizarre Love Triangle", com Frente!, "You were meant for me", com Jewel, "The ballad of Peter Pumpkin Head", com XTC, e "Candy", com Iggy Pop? Pois é... comecei a fazer essas coletâneas e a gostar disso.

Por isso, depois de tudo, começando com aquele disco Rocket to Russia até chegar à trilha sonora de Almost Famous (o último que comprei), acho que posso me considerar uma pessoa eclética em termos musicais. Tirando algumas coisas, como pagode, sertanejo, Broz, Caetano Veloso e Ana Carolina, acho que eu ouço de tudo. Com a minha prima Fernanda, agora em São Paulo, eu até me arrisquei a ouvir o "Malha-funk". Dá pra acreditar?

enviada por Pipos



22/01/2004 22:13
21 gramas

Caracoles... que filme depressivo!!! E não fui só eu que achei, não. Minha irmã mais nova, que foi comigo, chorava de soluçar dentro do cinema. Angustiante é a palavra certa pra definir. Algumas semelhanças com Cidade dos Sonhos, além da Naomi Watts, lógico. Aquele climão meio mundo cão. Deveria ter assistido ao Peter Pan ou Irmão Urso. Sei lá, pra quem gosta 21 gramas é um bom filme. Mas não vá assistir num dia em que você já esteja meio down. Você vai sair da sessão desolado. Como eu.

enviada por Pipos



22/01/2004 21:05
Influências – parte IV

Entrando na faculdade, a mamata acabou e eu precisava de um emprego que pagasse as mensalidades. Então, fui trabalhar como motorista na empresa do meu irmão. Eu passei cinco anos rodando de carro o dia inteiro por Porto Alegre e região. E foi aí que eu conheci o 94.9 da Ipanema FM. Para quem não é do Rio Grande do Sul, segue um breve histórico da emissora. A Ipanema foi fundada em 1983, e tinha como princípios tocar músicas alternativas à programação geral das FMs da época. E pode-se dizer que ela se mantém fiel aos seus princípios até hoje, embora a qualidade tenha caído um pouco.

Enfim, descobri a Ipanema, ou "A Rádio dos Loucos" como era chamada, e conheci muita coisa nova. Eu ouvia a rádio das sete da manhã às sete da noite. Aprofundei meu gosto por Pearl Jam, Nirvana e grunge em geral. Conheci Jamiroquai, Mundo Livre S.A., Chico Science, Pato Fu, Smashing Pumpkins, Offspring, Green Day, NOFX, Fito Paez. Resgatei muita coisa antiga que nunca tinha ouvido ou que nunca tinha percebido, como Creedence, Bob Marley, Chico Buarque, Elis Regina, The Who, The Byrds, Bob Dylan. Passei a prestar mais atenção às trilhas sonoras dos filmes. Até mesmo os Racionais eu comecei a ouvir. Foram bons cinco anos em que eu sabia tudo sobre qualquer banda que estivesse aparecendo. Mas o tempo corria e eu larguei esse emprego bacana (dirigir e ouvir música o dia inteiro, e ainda ganhar pra isso) por um estágio na rádio. Foi uma boa opção. Sem dúvida alguma. Em breve, a quinta e última parte da saga.

enviada por Pipos



21/01/2004 13:02
Influências – parte III

No começo da adolescência eu era um jovem roqueiro, meio punk, meio surf, meio gótico. Ou seja, ouvia de tudo o que meu irmão trazia para casa. Mas, e as baladas românticas? Não... nada de romântico. O máximo de romantismo eram algumas letras da Legião, mas mesmo assim era diferente. Eu comecei a gostar de baladas numa viagem de ônibus entre São Paulo e Porto Alegre.

Lá estávamos eu, meu vô Joaquim e minha irmã mais nova naquele ônibus da Penha, voltando do período de férias em São Paulo. O ônibus estava semi-vazio e eu estava sozinho em duas poltronas. Quando paramos em Registro, uma menina subiu e sentou ao meu lado. O nome dela era Bia, e ela era linda. Começamos a conversar e não paramos mais. Acho que fomos até umas duas da manhã papeando, enquanto o resto do ônibus tentava dormir. Começamos a falar do Hollywood Rock e da apresentação da banda Extreme. Comentei que tinha achado legal a versão deles para Love of my life, do Queen. Ela disse que preferiu ouvir More than words (o único grande sucesso da banda), e começou a cantar a música para mim. Me apaixonei na hora, por ela e pela música. Infelizmente, o telefone que ela me deu devia estar errado e nunca mais consegui ter notícias da menina. Mas a primeira coisa que fiz quando cheguei em São Leopoldo foi correr pra loja e comprar o disco Pornografitti, do Extreme, que tinha a dita música. Eu passava horas escutando a mesma faixa na vitrola Semp Toshiba. O disco, que foi o primeiro que comprei na minha vida, aliás, deve ter ficado gasto, mas até hoje está guardadinho aqui em casa. E foi assim que eu comecei a me interessar por baladas românticas. Amanhã tem a quarta parte da série sobre minhas influências musicais.

enviada por Pipos



20/01/2004 22:22
Respondendo aos comments

Isso que é diversidade cultural, hein? A Muzika!? ouvindo boleros com o trio Los Panchos, a Dani ouvindo música clássica e a Pri ouvindo o bom e velho rock brasileiro com seu tio. Por isso que temos de tudo nesse Brasil. E por isso que todos conseguem conviver, de uma certa forma, harmonicamente. Mr. Plá... não sei quanto ao Ray Connif. As minhas lembranças sobre ele não são das melhores. Tinha um tio meu que ouvia os cassetes do nosso amigo-cabelinho-de-boneca direto e eu acabei enjoando. Quem sabe quando eu tiver uns 70 anos?

Lui e Mi, pior que eu acho que essa história de vocalista também não ia dar muito certo. Mas pelo menos ia ser engraçado.

enviada por Pipos



20/01/2004 15:22
Influências – parte II

Agora que eu comecei, ninguém me segura. Vamos falar mais um pouco sobre minhas influências musicais e o que levou minha discoteca básica a ser a salada de frutas que é.

No fim da infância e começo da adolescência, quem me presenteou com boas influências musicais foi meu irmão, quatro anos mais velho do que eu. Ele trazia para casa aqueles bolachões e a gente ficava a tarde inteira ouvindo no velho aparelho 3 em 1 Semp Toshiba. O primeiro, que eu me lembre, foi Rocket to Russia, dos Ramones. Clássico, né? Depois vieram The Clash, The Cure, Smiths, The Police, Queen, OMD, Pixies, Midnight Oil, Legião Urbana, Titãs e mais uma infinidade de coisas que marcaram o fim da década de 80 e o começo dos 90. Isso sem falar nas bandas gaúchas que estavam estourando, como TNT, Cascavelletes, Replicantes e Engenheiros.

Alguns anos depois, meu irmão abriu uma locadora de CDs na nossa cidade. No entanto, como eu não tinha um cd player próprio e o infeliz não me deixava chegar perto do dele, usufrui pouco da Pirata Locadora de CDs (vale lembrar que na época a pirataria de discos não existia, e que o nome surgiu de alguma outra história obscura). Enfim, como tudo que é bom nessa vida um dia acaba, a Pirata teve uma trajetória curta. E aí é que veio a parte boa para mim. Ele, logicamente, não ia guardar todo aquele acervo, portanto aproveitei para comprar alguns disquinhos de barbada, como o primeiro (e único) do Temple of the Dog (lembram de Hunger Strike?) e o primeiro álbum do Stone Temple Pilots. E esse foi o início da minha coleção de CDs. Amanhã tem a terceira parte da saga da minha influência musical.

enviada por Pipos



19/01/2004 22:30
Eu odeio a GVT

Depois de vários problemas, consigo voltar a postar. Eu odeio a Global Village Telecom. Ela é a responsável pela minha péssima conexão à internet e pela falta de posts atualizados aqui neste blog. Reclamem com a GVT!!! hehehehe

Influências

Tava visitando o Diário de bordo de Mr. Plá e li sobre as influências musicais dele. Caramba, ter uma família que ouvia Beatles, Led Zeppelin, Pink Floyd, Bee Gees e outros clássicos deve ter sido bom. Lá em casa só rolava Roberto Carlos e olhe lá.

Aí, lembrei da primeira influência realmente rock da minha vida. Ela veio do meu tio Edu, que casou com a irmã da minha mãe, minha tia Rose. Quando conheci o Edu, ele ainda era um moleque de seus 20 e poucos anos, dirigia um enorme X-15 da Gurgel (carro brasileiro dos bão), e tinha uma banda de rock chamada Banana Atômica. E ele vivia fazendo "shows" pros seus futuros sobrinhos. Ele pegava o violão e desandava a tocar sucessos como "Menina Punk" (qualquer dia eu ponho a clássica letra dessa música aqui). Era muito legal ter um tio roqueiro. Mas aí ele casou e a banda foi deixada de lado. Pena.

Eu, como já disse aqui, tenho a vontade de tocar numa banda de rock. Talvez tenha vindo daí, desses shows do tio "Edu", a vontade. Mas nunca me mexi nem pra aprender violão. Então, se alguém precisar de um cara que seja só vocalista numa banda de rock, é só deixar um recadinho aí. hehehehe

enviada por Pipos



17/01/2004 17:45
Respondendo aos comments

Putz ... se a gente morasse pertinho eu até ia aceitar o empréstimo do Como Ser Legal. Mas acho que só de Sedex pra você me mandar e depois eu devolver, acho que ia sair quase o preço do livro. Mas valeu a intenção. Vou ver se pego numa biblioteca, se é que em bibliotecas já estão cadastrados os livros do Hornby.

Paty, sabe que Abracadabra é chatinho, mas passa porque você dá um desconto porque é um filme feito mesmo pra criancinhas. Eles encontraram boas soluções, como o cenário, escancaradamente todo feito de papel, justamente porque a história se passa dentro de um livro. Minhas sobrinhas adoraram. Sem falar que tem a Heloísa Perissé, que é engraçada em qualquer situação. E sabe que a criançada se comportou no cinema. Tinha uns bons 50% de ocupação e o nível de ruído estava dentro do aceitável numa matiné. Fiquei admirado. Não veria de novo, mas acho que é um bom programa pra quem tem criança e precisa arranjar algo pra fazer. Nem a Xuxa está insuportável.
Já o Acquaria parece ser uma coisa mais pretensiosa, meio pra adolescente. Eu acho que o naufrágio da Sandy e do Junior vai ser pior. Acho que no fim das contas, você se saiu pior nessa Claudinha.


Pois é -M-O-X-, também nunca vi CD da Beta Band pra vender. Até do The Kinks, que é relativamente difícil, eu encontrei, mas da Beta Band nada. Quanto aos top five jobs, o problema é que eu já cresci... hehehehe... ou seja, por qualquer um deles eu ia ter que jogar tudo pro alto. :)

Ivy e Mr. Plá!!! Vocês têm que ver Alta Fidelidade. Tá certo que eu faço uma propaganda exagerada porque eu gosto pra caramba, e vocês podem até se decepcionar um pouco, mas acho que esse é um daqueles títulos essenciais na "filmografia" de cada um.

Febre de bola é bom, Roxy? Eu já ouvi falar desse também. Parece que tem até uma citação de um jogo que ele viu do Pelé e do Garrincha, né? Bom... eu gosto pra caramba de futebol, então acho que ia gostar de ler mais de duas páginas sobre o Arsenal. Isso me lembra de um filme, que eu não me lembro o nome, sobre um menino que vai jogar no time do Manchester City (o rival pobre do Manchester United), e ele tem umas "supostas" chuteiras mágicas. O filme era legal, mas eu não lembro o nome.

enviada por Pipos



17/01/2004 02:29
Abracadabra

Como não tinha sessão um pouco mais tarde (só tinha às 13h45), vou ter que levar as minhas amadas sobrinhas ao cinema nesse sábado. Espero que ainda possa convencê-las a assistir outro filme. A Sissa foi mais esperta e já convidou o sobrinho para assistir "The cat in the hat" de uma vez. Essa vai ser a minha estratégia para a próxima vez. :)

Depois que eu assistir esse espetáculo da rainha dos baixinhos eu conto pra vocês como foi.
enviada por Pipos



17/01/2004 01:42
Pen's Birthday

Hoje, dia 17, é aniversário da Penelope, a minha querida amiga que divide comigo o He and She. Já falei sobre ela aqui, né? Nós fomos colegas de faculdade por anos, mas só começamos a nos falar mesmo quando ela trabalhava no laboratório de rádio da universidade e eu na rádio da universidade. Poucos meses depois, ela foi trabalhar comigo na rádio onde nós dois trabalhamos até hoje. Nós trabalhamos juntos, no mesmo programa, por seis meses, e foram seis ótimos meses. Acabamos nos tornando grandes amigos e até hoje estamos sempre inventando coisas juntos, trocando músicas, letras, mails, conversas e confidências. É uma das top special persons da minha vida.

Então, em homenagem à Pen, coloco aqui essa obra de Monet. Não sei se é exatamente a preferida dela, mas sei que ela ama essa série de montes de fenos ao sol feita pelo impressionista francês. Parabéns, Pen.



A propósito, hoje também é aniversário do meu amigo Cristian, que eu conheço há quase 22 anos (como eu sou velho, né?). Também seria o aniversário do meu vô Joaquim. Seu Joaquim, que nasceu em Málaga, Espanha, estaria completando 84 anos. Sinto saudades dele. E como ele morava em São Paulo e eu já estava aqui no Rio Grande do Sul quando ele morreu, parece que eu sempre vou reencontrá-lo nas minhas viagens à capital paulista. Na minha memória ele ainda vive em São Paulo. Estranho isso, né?

enviada por Pipos



16/01/2004 00:11
Alta Fidelidade

A Dani pediu meus comentários sobre o livro Alta Fidelidade. Em uma palavra: fantástico. Já tinha dito pra vocês todo o receio que cercava esse livro, né? Como eu sou apaixonado pelo filme, tinha medo de me decepcionar com alguma coisa. Mas o roteiro do filme foi muito bem elaborado. Lógico que alguns trechos do livro tiveram que ser cortados, mas nada que comprometesse o resultado final. Algumas adaptações entre Inglaterra e Estados Unidos, mas nada que prejudicasse. E lendo o livro, você vê como todo o elenco do filme foi bem escolhido. Se bem que é bem mais fácil você trazer os personagens da tela para o papel. Acho que só iria me chocar com alguma coisa se tivesse lido o livro primeiro. No livro, por exemplo, a Charlie Nicholson é loira. E no filme quem a representa é a Catherine Zeta Jones, a mulher menos loira de Hollywood depois da Salma Hayek. Tirando isso, tudo ótimo. Ótimas sugestões musicais. Milhares de fontes sonoras para eu cavocar e consultar na Internet e em lojas de discos. O problema é ler esse livro e ficar morrendo de vontade de ler os outros de Nick Hornby. Esse é a minha sugestão de presente para mim mesmo na próxima data comemorativa (vale carnaval? – acho que não, né?).

Aproveitando o ensejo, seguem aqui os meus top five empregos dos sonhos:

1 - Balconista da Championship Vinyl
2 - Repórter e colunista da VIP
3 - Proprietário de um bar espanhol (de preferência na Espanha) ou de um pub inglês (na terra da rainha, lógico)
4 - Produtor executivo da Subpop Records (a gravadora que lançou o grunge)
5 - Vocalista de uma banda de rock

Cinema

Eu decidi ser um bom tio e convidei minhas sobrinhas, de 7 e 9 anos, para ir ao cinema amanhã. Pensei em ver Irmão Urso ou Peter Pan, mas elas escolheram Xuxa Abracadabra. Eu mereço, né? Que boca grande... deveria ter convidado direto para ver o Irmão Urso, que pelo menos deve ser engraçado. Logo eu, que odeio a Xuxa.

Errata

Num post anterior eu falei do "biólogo" Paulo Vanzolini, mas errei. Vanzolini não é biólogo. Ele é médico e doutor em Zoologia pela universidade de Harvard. É professor emérito da USP e foi diretor por 31 anos do Museu de Zoologia da universidade. Ele também é sambista, por assim dizer. São de sua autoria a música "Ronda", gravada por Inezita Barroso, e aquele velho e conhecido samba (que eu não sei o nome) que diz "levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima". E a frase que eu chupei desse perfil de Vanzolini, escrito pelo editor da VIP Jardel Sebba, a respeito de São Paulo é: "O sol da Bahia e a areia de Ipanema são lindos. Ser apaixonado por São Paulo é outra coisa. É ser apaixonado, essencialmente, por gente". Está feita a correção.

enviada por Pipos



14/01/2004 23:12
Barro Blanco

Esqueci de contar que encontrei uma cópia de Barro Blanco num sebo de São Paulo. Há mais de um ano que eu procurava em Porto Alegre e não encontrava. Entrei por acaso nesse sebo da avenida Brigadeiro Luis Antônio e perguntei se eles tinham. Tinham. Uma edição de 1948. Mas super bem cuidada. Bacana. Fiquei bem feliz. Li Barro Blanco no primeiro grau e achei demais. Desde então venho pensando em reler, mas como não encontrava, fui adiando. Agora vou reler com "olhos adultos" e depois conto o que achei.

enviada por Pipos



14/01/2004 22:26
São Paulo

Eu tava falando com a obnubilada Nani sobre isso. Por que eu gosto tanto de São Paulo? Não há como explicar. Há? Lembrei do que li hoje à tarde. Acho que foi num perfil do biólogo Paulo Vanzolini que li na VIP. Dizia mais ou menos assim: “Uma pessoa gosta do Rio ou da Bahia por causa das praias, da natureza. Quem gosta de São Paulo gosta basicamente de gente”. Eu sou assim. Eu gosto de pessoas. Eu gosto de ver o que os outros pensam. Eu gosto de escutar as pessoas, ver seus hábitos, descobrir o que elas gostam. É até engraçado, porque eu não sou de conversar muito. Sou, a princípio, um cara quieto. Mas adoro estar no meio de gente. Adoro conhecer novas pessoas. Porque sempre vou aprender alguma coisa com uma pessoa diferente.

E sempre existem coisas interessantes pra descobrir. E numa cidade do tamanho de São Paulo, com seus 17 (é isso?) milhões de habitantes, as oportunidades são amplas. Você conhece muita gente e muitos estilos de vida opostos. E acontecem coincidências engraçadas, como eu já disse ontem. Numa dessas esquinas de São Paulo, encontrei a loja da Juvs. E quando saí com as Obnubiladas, descobri que o pai da Sissa nasceu na cidade vizinha e que eles até pensaram em vir estudar no colégio em que estudei. É muito louco tudo isso, né?

enviada por Pipos



13/01/2004 22:53
Voltando

Esse é um ensaio de volta. A volta total e definitiva vai ter que esperar mais alguns dias. Isso porque eu descobri, ao chegar em casa, que estava sem Internet. E que essa situação deve durar pelo menos uns três dias. E como eu não sou rico pra torrar dinheiro em cyber café, vou ter que esperar offline mesmo.

Mas chega de agruras. Vamos falar de coisas felizes. Coisas legais. Pessoas legais. Vamos falar de São Paulo.

Fiquei menos tempo do que imaginava em Sorocaba. Só uns cinco dias. E foi o suficiente. É ótima aquela calma, aquele clima do sítio do meu tio, mas calma demais também pode ser desesperador. Eu comecei a ficar jururu, meio pra baixo, e agradeci aos céus quando decidiram que voltaríamos todos pra capital. E lá estou eu pertinho da avenida Paulista novamente. Eu adoro isso.

Cheguei na cidade e fui direto caminhar. E aqui a sincronicidade mais uma vez se fez presente. Saí, andei uma quadra e dei de cara com a loja da Juvs, do Obnubiladas. Ela tinha falado que era na Paulista, mas eu não esperava que fosse tão próximo. Mas a loja já estava fechada, porque eram quase onze da noite. Acabei voltando lá no domingo e aí conheci a Juvs. Legal mesmo. E ela estava atrás da prateleira onde estava o livro Alta Fidelidade, que eu acabei, finalmente, comprando (comprando e lendo vorazmente – terminei ontem).

E liguei pra obnubilada Nani também. E combinamos de nos encontrar. Dessa forma, nos encontramos na quarta, num lugar chamado Grazie a Dio. E além de mim e Nani e Juvs, foram também Sissa, do It's now or never, e Pá, do Reminiscencia. Estava muito legal, apesar do lugar não servir cerveja sem álcool. A gente não conseguiu conversar muuuuuuuuito, mas foi legal conhecer as meninas. E o lugar é bacana, tem música ao vivo e tal. E foi legal voltar pra casa ouvindo Adoniran Barbosa com as meninas. Um clássico de São Paulo, né? Foi uma noite pra lá de bacana.

Ah... esqueci de contar que saí em Sorocaba também. Saí com minha prima, meus primos e meu irmão. Fomos num tal de Bier Garten. Bem legal também.

Fora isso, comi muito em São Paulo. Muita pizza (a pizza paulista é a melhor do mundo), muito pão italiano, muito churrasco e muita massa. E nas festas da família todo mundo comprava um monte de cerveja sem álcool pra me agradar. Beleza...

Além disso, andei bastante pela cidade. Arrastei minha prima pra um canto e pro outro. Levei ela pra conhecer a Liberdade (dá pra acreditar que ela mora lá e não conhecia?). Comprei biscoito japonês de gergelim (que não tem no Sul).

Obrigado por todos os comentários, pelos desejos de um bom ano novo. Espero que seja mesmo um ano legal. Um ano ótimo pra todos vocês também. Prometo responder todos os comentários, enviar mails, visitar blogs, quando voltar em definitivo à vida online.

enviada por Pipos



29/12/2003 00:03



enviada por Pipos



28/12/2003 23:59
A viagem

Então tá. Às seis da manhã embarco pra minha amada terra (já deveria ter ido dormir, aliás). Apesar de ficar por lá durante apenas duas semanas, vou morrer de saudades do povo que fica aqui, dos meus amigos. Vou ficar sentindo falta do Pipos Place também. Desse contato diário que tenho com vocês. Dessas conversas que tenho com o mundo, onde o mundo (vocês) sempre responde. Então, não se esqueçam. Dia treze de janeiro estou de volta, cheio de novidades, com muitas histórias da minha terrinha natal, impressões de viagem. Aquelas coisas.

Um ano novo com tudo o que pode haver de melhor para vocês. E que a Força esteja com vocês, sempre...

enviada por Pipos



28/12/2003 19:30
Cruisin

Ontem falei que "Cruisin" era a música que tinha aprendido a gostar em 2003. Hoje vejo na TV Wanessa Camargo, com Pedro e Thiago, cantando uma versão em português dessa música. Pena de morte é pouco para eles. Semana passada, ouvi a versão em português (pra piorar, em ritmo de pagode) de "It´s ain´t over ´til it´s over", do Lenny Kravitz. Música não se traduz. Ou se entende ou não se entende. E novos arranjos podem ser feitos, mas respeitando a identidade da música. Vai chegar o dia em que Netinho vai regravar "Man in the box", então o chão irá se abrir, começará a chover enxofre e as quatro bestas do apocalipse aparecerão em seus cavalos alados...

enviada por Pipos



28/12/2003 11:32
Ano Novo

Amanhã estou indo para São Paulo. Vou visitar a família, passar o ano novo em Sorocaba, passear na Paulista, aquelas coisas boas de sempre. Se possível, vou até me encontrar com as queridas Obnubiladas para um fim de tarde no Opção.


Avenida Paulista

Não sei se vou conseguir postar alguma coisa da capital paulista, mas se não der espero encontrar todo mundo de volta aqui no dia 13 de janeiro.

enviada por Pipos






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